Nota de imprensa | CHTMAD e ACES – Marão e Douro Norte assinam protocolo de colaboração na área dos Cuidados Paliativos

Decorreu, no passado mês de novembro, na unidade hospitalar de Vila Real do CHTMAD, a assinatura do Protocolo de colaboração entre o CHTMAD e o ACES Marão e Douro Norte, que visa um compromisso para a realização de trabalho multidisciplinar entre as instituições, na atividade assistencial, formativa e de investigação, em Cuidados Paliativos.
Esta iniciativa surge do reconhecimento da necessidade da prestação de cuidados diferenciados em Cuidados Paliativos, na região de Trás-os-Montes, de uma forma integrada, organizada e transversal, independentemente do local onde o doente se encontre, hospital ou domicílio.
Esta cooperação, entre a Equipa Clínica do Serviço de Medicina Paliativa do CHTMAD e a Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos do ACES Marão e Douro Norte, vai permitir a otimização de recursos, nomeadamente na componente da gestão dos recursos humanos, técnicos e financeiros disponíveis para o tratamento de doentes do foro paliativo na região. Permitirá, também, aos profissionais envolvidos de ambas as instituições, a possibilidade de realizarem estágios formativos, na área hospitalar bem como na área comunitária.
Com uma frequência mensal, as equipas reúnem com o intuito de conferenciar casos clínicos, partilhar tomadas de decisão e elaborar o Plano Individual de Cuidados (PIC) dos doentes referenciados. Com o nome de Grupo Paliativo, estas reuniões servem também para a referenciação de doentes pela equipa hospitalar para seguimento domiciliário e, da mesma forma, quando a condição clínica o justifique, o inverso.
Para Anabela Morais, responsável do Serviço de Medicina Paliativa do CHTMAD, a elaboração deste protocolo “tem como objetivo responder às necessidades multidimensionais dos doentes do foro paliativo”, acrescentando ainda, que o mesmo “permitirá diminuir assimetrias geográficas, sociais e económicas”.

Gabriel Martins, Diretor Executivo do ACES Marão e Douro Norte, salientou a “importância do protocolo, uma vez que este permite uma cooperação tridimensional, na prestação de cuidados através dos processos de referenciação, na formação nas vertentes hospitalar e comunitária, e na componente de investigação e tratamento de dados”.

O Conselho de Administração congratula-se por esta iniciativa, reitera a aposta na política de proximidade e no trabalho em rede realizado pelas instituições do SNS, que permite a diferenciação e humanização dos cuidados de saúde prestados aos doentes da sua área de influência.
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