Notícias de Vila Real | Cancro da mama: importância do rastreio e diagnóstico precoce

O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum entre as mulheres e corresponde à segunda causa de morte por cancro na mulher.
Em Portugal anualmente são detetados cerca de 6.000 novos casos de cancro da mama e 1.500 mulheres morrem com esta doença. Trata-se de um dos cancros mais temidos e com maior impacto na vida da mulher, tanto a nível físico como emocional, afetando fortemente a sua autoestima.
Neste mês de Outubro, dedicado à luta contra o cancro da mama, pretende-se sensibilizar, informar e esclarecer a população para esta doença e para as formas mais eficazes de a diagnosticar e prevenir.
O objetivo do rastreio e diagnóstico precoce do cancro da mama é detetar as lesões pré-malignas ou malignas o mais cedo possível, de forma a permitir o maior sucesso no tratamento, evitar tratamentos mais mutilantes (agressivos) e possibilitar uma sobrevida livre de doença e global mais longa. Quando diagnosticado precocemente, o cancro da mama, pode ser curado em 85% dos casos. Ao invés, um tumor disseminado, com lesões noutros órgãos, terá uma sobrevida aos 10 anos menor que 15%.
Neste sentido, o programa de rastreio de cancro da mama é dirigido a mulheres assintomáticas com idade compreendida entre os 50 e os 69 anos e consta na realização de uma mamografia cada dois anos.
Para além do rastreio, a mamografia está também indicada no diagnóstico de patologia da mama (por exemplo uma tumefacção da mama notada pela doente ou pelo médico).
Uma das preocupações comuns em relação à realização deste exame é a sua segurança. Atualmente, os mamógrafos usam uma dose de radiação desprezível, sem riscos para a saúde, principalmente quando comparado com o seu benefício. Em relação à tolerância durante a realização deste exame, algumas mulheres sentem desconforto e até alguma dor com a compressão dos seios. A dor é habitualmente passageira e desaparece no final do exame.
Por vezes as imagens iniciais da mamografia não são suficientes para afirmar com segurança  se uma lesão benigna ou maligna, daí a necessidade de realizar incidências complementares na mamografia ou de realizar outros exames como a ecografia.
A ecografia mamária é uma exame de grande importância como complemento da mamografia, especialmente em mamas de elevada densidade radiológica ou para ajudar a esclarecer algumas alterações observadas na mamografia.
Em algumas situações a ecografia é o exame de primeira linha no estudo da mama, como é o caso das mulheres mais jovens e das grávidas. A ecografia não é dolorosa e não se conhece riscos para o organiso que advenham desta técnica. Muitas vezes detecta pequenas lesões, antes de serem detetados clinicamente ou por vezes até ocultas na mamografia. No entanto, há lesões que não são detectáveis por ecografia, por exemplo as microcalcificações que podem ser uma das formas de apresentação de cancro da mama. Para além disso, a ecografia tem algumas limitações em mamas adiposas. Como tal, este exame não é adequado para rastreio de cancro da mama como técnica isolada.

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